17/02/2024 às 14h50min - Atualizada em 18/02/2024 às 00h00min

Descarte irregular de resíduos está entre as principais causas de alagamentos, apontam especialistas

Sanitaristas explicam como a população deve ser aliada para diminuir este impacto para a cidade e para o meio ambiente

Alicia Batista
Prefeitura Municipal de Jundiaí / divulgação
A cidade de Jundiaí passou por chuvas intensas durante o mês de janeiro, com previsão de mais instabilidade no tempo até o fim do verão. Imagem: Assessoria de Imprensa - Prefeitura Municipal de Jundiaí

A cidade de Jundiaí passou por chuvas intensas durante o mês de janeiro, com previsão de mais instabilidade no tempo até o fim do verão. Imagem: Assessoria de Imprensa - Prefeitura Municipal de Jundiaí

A cidade de Jundiaí passou por chuvas intensas durante o mês de janeiro, com previsão de mais instabilidade no tempo até o fim do verão. Imagem: Assessoria de Imprensa - Prefeitura Municipal de Jundiaí

Com a ocorrência das chuvas de verão, aumenta a preocupação com a possibilidade de alagamentos e enxurradas na cidade. Só no temporal do dia 08 de janeiro, foram registrados 7 pontos de alagamentos em Jundiaí. Um dos principais agravantes para o aumento desse número é o descarte irregular de resíduos, como apontam as engenheiras ambientais e sanitaristas Stefanie Amaral e Pamela Neto, da consultoria ambiental EuPreservo.

Segundo a Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) da Prefeitura de Jundiaí, por meio do Departamento de Limpeza Pública, em 2023, foram coletadas mais de 127 mil toneladas de resíduos no município de Jundiaí, um aumento de 25% no período de final do ano. 

As especialistas explicam que esse aumento no final do ano, apesar de previsto, pode se tornar um problema para o município e para o meio ambiente, e que o cuidado deve ser redobrado em relação ao descarte correto.

Para reduzir o impacto na produção de resíduos, as especialistas apontam a conscientização como principal aliada para o controle deste cenário. “O passo inicial para uma mudança é o equilíbrio entre consumir de forma consciente e descartar os resíduos corretamente”, comentam.

Como minimizar o impacto?

Existem formas práticas de auxiliar no descarte correto de diferentes tipos de resíduos e minimizar a sua produção. A UGISP menciona que a população “vem demonstrando, ano após ano, mais preocupação com tudo o que envolve a separação, coleta e destinação correta dos resíduos.”, o que, segundo as especialistas, deve ser constantemente reforçado, principalmente para evitar maiores problemas, como o aumento do risco de alagamentos.

Stefanie e Pamela listam pontos que podem ser aliados no dia a dia para fortalecer o hábito na hora da destinação dos resíduos.

1. Separe os resíduos para reciclagem. No caso da cidade de Jundiaí, basta separar o lixo seco do lixo úmido.
  • O lixo úmido é constituído de restos de alimentos, folhas de árvores, lixo de banheiro, papel sujo, entre outros. Deve ser armazenado em sacos plásticos e entregue à coleta convencional.
     
  • O lixo seco é formado por materiais recicláveis (papel, papelão, vidros, plásticos e metais). Os papéis devem ser guardados limpos e secos, enquanto vidros, plásticos e metais devem ser enxaguados de restos de alimentos. O lixo seco deve ser entregue aos caminhões de coleta seletiva.
​​​​​​​​​​​​​​2. Antes de adquirir um novo produto, pense se realmente existe a necessidade de compra.
 
3. Sempre dê preferência a produtos cujas embalagens sejam recicláveis.
 
4. Ao presentear uma pessoa querida, pense também em experiências com valores afetivos, como programar um dia especial no teatro do Sesc Jundiaí; fazer uma visitação monitorada na Serra do Japi, Parque da Cidade, Jardim botânico, entre outros.

5. Antes de jogar fora um produto que não queira mais, procure doar, consertar ou mesmo trocar com alguém. Pense na reutilização.

O Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (Geresol) é o local onde é feita a separação e destinação dos itens recicláveis. Imagem: Assessoria de Imprensa - Prefeitura Municipal de Jundiaí

 

 A prefeitura aponta que “o Poder Público e a população devem trabalhar em conjunto na construção de uma cidade limpa”. Atualmente todos os bairros da cidade possuem coleta seletiva, com a média de 6 mil toneladas de recicláveis coletados por ano.


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